Unboxing do amperímetro de alicate UNI-T UT211B
Eletrônica, programação e variedades
Unboxing do amperímetro de alicate UNI-T UT211B
Como trocar o elástico do suporte do microfone utilizando um elástico “rabo de rato” e um par de terminais de emenda de fio. Simples e eficaz :-).
No começo de minha carreira eu tive o prazer de trabalhar com um técnico de computadores, senior, na antiga Burroughs Eletrônica. Isso foi nos idos de 1985 e muitos de vocês sequer pensavam em nascer kkkk.
Então, ele tinha um bordão que utilizava quando a gente se enrolava em consertar os mainframes que era o seguinte:
“Quando tudo o mais falhar, siga o manual”
Nelson Zart
Pois é. hoje me lembrei dele em dois momentos.
Um deles eu estava configurando o Apache Directory Studio para acessar o LDAP do Google Workspace Enterprise e tive de configurar o Stunnel seguindo o manual e em outro caso, meu colega estava se batendo para fazer o agente GLPI subir o status no servidor do GLPI.
Em ambos os casos, só conseguimos resolver esses problemas após lermos a documentação e proceder com a configuração, conforme indicado nos respectivos manuais.
Nada de fórum, Stack Overflow e adivinhação. Definitivamente foi a leitura do manual que resolveu o perrengue.
Obrigado Nelson!
Resposta publicada no Quora em 16/10/2021
Fácil.
Se você precisa que um dispositivo de rede sempre obtenha dinamicamente o mesmo endereço de IP cada vez que for ligado, saiba que é possível fazer essa configuração direto no equipamento que fornece o serviço de DHCP.
Utilizar esse tipo de configuração pode ser interessante para impressoras, servidores, centrais telefônicas e demais equipamentos, que se mudarem o endereço de IP, as coisas podem eventualmente vir a parar de funcionar e também serve para evitar que usuários finais fiquem configurando endereços errados nos equipamentos.
Usuário: “Qual é a configuração da impressora?
Técnico: “Deixe o DCHP ON, tudo automático e não me enche o saco”
Técnico anônimo
Para instalações domésticas, normalmente quem fornece o serviço de DHCP é o roteador da casa ou do pequeno escritório.
Como é que faz?
Basta configurar no roteador, que um determinado endereço de IP seja associado com o endereço de MAC Address do equipamento que desejamos fixar seu endereço de IP.
Como exemplo, mostro uma fonte de alimentação que pode ser acessada pela rede, mas o mesmo é válido para outros equipamentos, incluindo impressoras.
O endereço que eu quero fixar para ela é 192.168.2.101
Eu entro nas configurações de rede da fonte de alimentação e procuro pelo endereço de MacAddres do equipamento conforme destacado com a seta.
Note também que o equipamento está configurado com o DHCP on, para sempre pegar o endereço de IP do provedor DHCP, que no caso é o roteador de casa.
Ainda conforme a foto acima, o MacAddress da fonte de alimentação é 00:27:00:00:15:26 e o DHCP ficou ligado, assim a fonte sempre irá se configurar automaticamente.
Configurando o roteador:
No roteador, temos que garantir que o serviço DHCP nunca irá utilizar o endereço que eu quero atribuir para a fonte.
Isso é feito, informando para o servidor DHCP qual é o endereço inicial que ele deve trabalhar.
No meu caso e conforme indicado abaixo, o meu roteador vai fornecer endereços de IP para os equipamentos da casa, a partir do endereço 192.168.2.150. Tudo o que vier abaixo disso, de 192.168.2.1 até 192.168.2.149, embora funcionais, são endereços reservados.
Conforme dito acima, irei utilizar o endereço 192.168.2.101, que é um endereço que é menor que o endereço inicial, portanto trata-se de um endereço reservado.
O servidor DHCP nunca irá atribuir esse endereço para qualquer equipamento, a menos que isso seja explicitamente indicado.
Toque final:
Para explicitamente indicar ao roteador para quem ele deve atribuir o endereço de IP 192.168.2.101, conforme figura abaixo, basta ir na aba “Reserva de Endereço” e associar o MacAddress da fonte de alimentação 00:27:00:00:15:26, com o endereço de IP 192.168.2.101 que a fonte deve sempre pegar.
Dessa forma o roteador irá saber que o endereço 192.168.2.101 está reservado para o MacAddress 00:27:00:00:15:26 e toda vez a fonte de alimentação for ligada e ela solicitar um endereço de IP na rede, ela sempre irá receber o mesmo endereço de IP.
E dessa forma, eu tenho paz e tranquilidade enquanto saboreio um delicioso sorvete de ouro, na costa do mediterrâneo:
https://pt.quora.com/Em-que-lugar-do-mundo-um-sorvete-custa-70-Euros/answer/W-Klein
Resposta publicada no Quora em 19/04/2021
Em computação, hexadecimal é muito mais fácil de entender.
Quando um programador que manja de hardware olha para um código hexadecimal, ele sabe exatamente como o hardware está se comportando, apenas fazendo contas de cabeça.
Por isso que o hexadecimal é utilizado.
Não leia o resto.
Modo nerdice on.
Computador trabalha com lógica binária.
Pensando em um computador de 8 bits, sabemos que ele consegue manusear 8 bits por vez em sua linha de dados.
No diagrama abaixo temos um computador simplificado:
Os bits, são essas linhas que podem assumir valores binários de zero ou um.
Eletronicamente falando:
Essas linhas dos bits de dados podem estar energizadas ou não.
As linhas que estiverem energizadas terão o valor lógico VERDADEIRO (1 – um) e as que não estiverem energizadas terão o valor lógico FALSO (0 – zero).
Onde entra o hexadecimal:
Note que o barramento de dados foi separado em dois conjuntos de 4 bits.
A pergunta que a gente faz agora é: Quantas combinações a gente consegue fazer de bits ligados e desligados aqui?
Já dou a resposta, que são 256 combinações indo de todos os 8 bits com valor FALSO – desligados até termos todos os 8 bits com o valor VERDADEIRO – ligados.
Acompanhe, analisando os 4 primeiros bits:
Os caras fizeram o seguinte, os quatro primeiros bits, dá para fazer 16 combinações indo do valor decimal zero até o valor decimal 15. Basta continuar com a tabela adicionando os bits que faltam e iremos chegar em 256 combinações, podendo representar os números de zero a 255..
Mais um detalhe: A posição do bit corresponde a um valor decimal. Se os bits zero e dois forem verdadeiros, significa que temos o número 5 nas notações decimal e hexadecimal, por exemplo.
Conforme dito, se pegar o segundo conjunto de 4 bits, também dá para fazer essas dezesseis combinações.
Juntando o primeiro e o segundo conjunto de 4 bits, dá para fazer 16 X 16 combinações, ou seja, dá para fazer 256 combinações, que é capaz de representar os valores decimais indo de zero a 255.
No fim de tudo é isso o que realmente importa:
Para simplificar isso aí, os bits são separados em grupos de 4 bits que são representados pelos símbolos indo de “0” até “F”.
Um código indicando quais linhas de cada conjunto de 4 bits estão ligadas ou desligadas.
Simples e brilhante.
Desenvolvendo computadores:
Agora, se coloque no lugar do desenvolvedor de computadores.
O cara tem que lidar com o circuito elétrico. Tem que olhar para um código e decodificar de cabeça quais linhas do barramento de dados estão energizadas ou não.
É muito mais fácil para um engenheiro de hardware:
Do que fazer a conversão do número 58 (decimal) para seu correspondente binário, que é bem mais complicado.
É por isso que se utiliza o hexadecimal.
Hexadecimal é para humanos falarem com máquinas, enquanto que decimal é para máquinas falarem com humanos.
Recomendo que seja lido o livro do Tocci, que já indiquei em outras respostas por aqui.
Fontes:
Livro do Tocci:https://loja.grupoa.com.br/sistemas-digitais-principios-e-aplicacoes-12ed9788543025018-p1005546?tsid=34
Demais tabelas e infográficos: Acervo pessoal.
Olha, a teoria de como um led acende está escrita por ai, aos montes.
O que eu faço aqui é complementar toda a teoria, mostrando uma sequência de fotos de led, nas cores azul, verde e vermelho, com diferentes voltagens, mostrando o aumento do brilho à medida que aumenta a corrente circulando no mesmo.
O resistor do led vermelho é de 180 ohms e o dos outros leds é 120 ohms e cada “led – resistor” foram alimentados com uma tensão que foi ajustada entre 2 e 3 volts.
As fotos foram tiradas com uma Nikon D3200, lente macro 85mm, focando a objetiva do estereoscópio. Temos, no final, a foto do setup utilizado.
Quando não especificado, foi utilizada abertura f/5.6, tempo de exposição 1/40, ISO 800.
Clique nas fotos para ampliar ou botão direito -> ver imagem.
Divirta-se:
Publicado em 28/03/2021, por Renato de Pierri
Os fios de energia tem duas fases de 127V, essas fases estão em sentido opostos? Se não, como eles são somados para formar 220V?
A resposta que vou dar aqui é baseada na energia elétrica que é fornecida em minha residência. Para outras unidades consumidoras, a resposta pode ser diferente, ok?
Olhando a conta de energia elétrica de minha casa, conforme figura 1 abaixo, podemos ver que o tipo de fornecimento de energia elétrica é monofásico (guarde essa informação).
Com essa informação dá para falar com segurança que a energia elétrica que chega em minha residência é monofásica a 3 fios.
É exatamente aqui que entra a pergunta do Quora: Como a energia fornecida pode ser monofásica se chegam 3 fios na residência?
Como se a gente medir do neutro para cada uma das supostas fases dá 127Volts e se a gente medir entre as duas supostas fases temos 220Volts?
Que mutreta é essa?
Me explica isso aí que preciso saber 🙂
Como sempre sem entrar em muitos detalhes, podemos dizer que o transformador lá da rua é um monte de fio enrolado de tal maneira que seja possível reduzir a alta tensão da rua para os 220Volts que utilizamos em casa.
A parte do transformador que recebe a alta tensão da rua é chamada de primário do transformador e a parte que entrega os 220V para as residências é chamada de secundário do transformador.
A grosso modo, podemos dizer que o secundário do transformador, nesse caso, é composto por 3 enrolamentos ligados conforme figura 2 abaixo, que compõem as 3 fases de um sistema trifásico:
Esse diagrama de ligação do secundário do transformador é chamado de ligação delta. Também tem a ligação estrela que não vou abordar nessa resposta.
Note que os enrolamentos do transformador são ligados “no formato” de um triângulo e que temos as seguintes tensões de fases:
Os fios que saem dos pontos A, B e C se chamam “fase” e muitos técnicos confundem o fio de fase com a tensão de fase que é algo totalmente diferente.
A tensão de fase é medida, nesse caso, entre dois fios de fase. Um fio de fase está saindo do ponto A e o outro fio de fase está saindo do ponto C.
Quando eu meço a voltagem entre os fios de fase que saem do ponto A e C, eu estou medindo apenas uma tensão de fase, que nesse caso é a tensão de fase 1.
Na minha residência não tem como ter as outras 2 tensões de fase porque está faltando o fio de fase que sai do ponto B. Simplesmente não dá para usar as outras duas tensões de fase.
Por isso é que o sistema é monofásico. Ele é monofásico porque está chegando na unidade consumidora apenas uma tensão de fase.
Eu tenho o neutro e 2 fios de fase que me permitem utilizar apenas uma tensão de fase ;-).
Ainda olhando na figura 2, dá para ver que tem um fio saindo do meio do enrolamento do transformador que faz a fase 1. Ele é o neutro.
Abaixo segue o detalhe da fase 1, mostrando a ligação do fio neutro na rua e nos fios que chegam em casa:
O fio neutro é uma derivação bem no meio do enrolamento do transformador.
Por isso que a voltagem sai meio a meio, mas mesmo assim a tensão não muda de fase.
Digamos que esse enrolamento entre os pontos A e C tenha 220 espiras (voltas).
Podemos dizer que os 220Volts estão distribuídos entre o ponto A e C do enrolamento do transformador.
Como esse enrolamento tem 220 espiras, podemos dizer que cada espira é responsável por fornecer 1 volt.
À medida que vou subindo as espiras, a voltagem vai subindo até eu chegar na última espira e enxergar os 220Volts entre o ponto A e C.
Não há mudança de fase quando eu caminho do ponto A para o ponto C do enrolamento e vou medindo a tensão das espiras, ou vice versa. A tensão medida apenas aumenta ou diminui, mas sempre permanece em fase. Por isso que é monofásico.
Se eu parar na metade do caminho entre A e C e fizer uma derivação naquele ponto e o chamar de neutro, a tensão de saída do neutro para o ponto A ou C será exatamente a metade da tensão entre o ponto A e C.
É só uma bobina com uma derivação central no enrolamento do transformador, cuja derivação central, “por acaso” foi aterrada.
De quebra, temos que dentro da casa, o neutro e terra tem o mesmo ponto de origem.
Enquanto o terra serve para proteger dispositivos elétricos e pessoas, o neutro permite que a residência seja alimentada com uma tensão menor e mais segura.
Note também que o neutro é aterrado tanto no poste como na caixa de medição de energia elétrica e o aterramento dentro da unidade consumidora deve ter uma origem única.
É isso. Espero que tenha conseguido esclarecer essa dúvida.
MARTIGNONI, Alfonso. Transformadores. 8. ed. São Paulo: Globo, 1969. 307 p. (ISBN: 85-250-0223-2).
Publicado por Renato de Pierri em 15/02/2021
Resposta publicada originalmente no Quora em 26/07/2019
Em eletrônica:
Um Schmitt trigger é um circuito comparador com histerese implementado pela aplicação de realimentação positiva à entrada não inversora de um comparador ou amplificador diferencial.
Ele é um circuito ativo que converte um sinal de entrada analógica em um sinal de saída digital.
O circuito é chamado de “gatilho” (trigger) porque a saída retém seu valor até que a entrada mude o suficiente para disparar uma mudança no sinal de saída.
O Schimitt trigger possui dois níveis de disparo que são o ‘limiar superior’ e o ‘limiar inferior’ conforme indicado na função de transferência exibida abaixo:
Os eixos horizontal e vertical correspondem respectivamente à tensão de entrada e de saída. T e −T são os limites de comutação, e M e −M são os níveis de tensão de saída.
O diagrama abaixo compara o comportamento de um circuito Schimitt triger com um buffer, ambos não inversores.
Configuração inversora e não inversora:
Na configuração não inversora, quando a entrada é maior que o limiar superior, a saída é alta. Quando a entrada está abaixo do limiar inferior, a saída é baixa e, quando a entrada está entre os limiares inferior e superior, o valor na saída do circuito é constante.
Na configuração inversora, quando a entrada é maior que o limiar superior, a saída é baixa. Quando a entrada está abaixo do limiar inferior, a saída é alta e, quando a entrada está entre os limiares inferior e superior, o valor na saída do circuito é constante.
Esse comportamento de limiar de disparo duplo que o sinal de saída muda quando o sinal de entrada atinge valores limiares distintos, é chamada de histerese. Podemos até dizer que o Schimitt trigger possui memória e pode atuar como um multivibrador biestável (latch ou flip-flop).
Existe uma estreita relação entre os dois tipos de circuitos: um Schimitt trigger pode ser convertido em um latch e vice versa.
Schimitt trigger serve para fazer o condicionamento de sinais em circuitos digitais reduzindo o ruído dos mesmos, particularmente reduzindo (não elimina completamente em alguns casos) o efeito de repique (bounce) de chaves eletromecânicas. Também são utilizados em configurações com feedback em loop negativo, implementando osciladores de relaxamanto que encontram aplicação em geradores de função e fontes de alimentação chaveadas.
Há várias maneiras de se implementar um circuito Schmitt trigger e uma delas seria pela utilização de um amplificador operacional.
Pode-se fazer um conversor analógico-digital utilizando um amplificador operacional cuja entrada analógica recebe o sinal e a saída do amplificador operacional fornece o sinal de saída digital.
Isso é possível por conta do alto ganho do amplificador operacional e quando o sinal passa de um certo limite, a saída satura ou corta imediatamente como em um processo de avalanche.
Abaixo seguem dois diagramas básicos (não são circuitos completos), um utilizando a entrada não inversora e outro utilizando a entrada inversora de um amplificador operacional:
Comparador não inversor:
Para o comparador não inversor os dois resistores R1 e R2 formam um somador de tensão paralela. Ele soma uma parte da tensão de saída à tensão de entrada, aumentando-a durante e após a comutação, que ocorre quando a tensão resultante está próxima de zero. Este feedback positivo paralelo cria a histerese necessária que é controlada pela proporção entre as resistências R1 e R2. A saída do somador de tensão paralela é em relação ao terra, então o circuito não precisa de um amplificador com entrada diferencial. Como os amplificadores operacionais convencionais têm uma entrada diferencial, a entrada inversora é aterrada para criando o ponto de referência zero volts.
Comparador inversor:
Para a versão utilizando o comparador inversor, a atenuação e a soma são separadas. Os dois resistores R1 e R2 atuam apenas como um divisor de tensão (atenuador “puro”). O loop de entrada atua como um somador de tensão simples que soma uma parte da tensão de saída em série à tensão aplicada no circuito de entrada. Este feedback positivo em série cria a histerese necessária que é controlada pela proporção entre as resistências de R1 e a resistência do conjunto R1 e R2. A tensão efetiva aplicada à entrada do amplificador operacional está flutuando, logo, o amplificador operacional deve ter uma entrada diferencial.
Maiores detalhes sobre essa configuração pode ser vista na Wikipedia e está bem detalhada no livro The Art of Electronics.
Na eletrônica digital:
A implementação desse tipo de circuito é representada pelos símbolos abaixo e normalmente estão dentro de circuitos integrados:
Símbolo que representa um Schmitt trigger. Ele possui o desenho de uma curva de histerese dentro do símbolo lógico de um buffer, cuja saída pode ser normal ou inversa (com a bolinha). Detalhes acerca do comportamento de um circuito integrado Schmitt trigger deve ser verificada na documentação do componente, que é fornecida pelo fabricante.
Para saber mais, temos as seguintes opções:
Texto publicado inicialmente no Quora em 23/07/2019
O código binário refletido (reflected binary code – RBC), também conhecido como código binário refletido (reflected binary RB) ou código cinza (Gray code – depois dos estudos de Frank Gray), consiste da ordenação do sistema numeral binário de maneira tal que dois valores binários sucessivos tenham apenas um bit de diferença entre ambos.
O código Gray foi inicialmente projetado para minimizar o efeito de ruídos aleatórios causados pelo chaveamento de dispositivos eletromecânicos como relés.
Hoje em dia o código Gray é largamente utilizado para facilitar a correção de erros em sistemas de comunicação digital como em televisão e em alguns sistemas de TV a cabo.
Considerando um sistema de posicionamento eletromecânico que faz uso de uma contagem binária, é muito improvável que interruptores físicos consigam comutar simultaneamente à medida que ocorre o posicionamento desse sistema e essa falta de sincronismo causa ruídos no circuito. Para contornar essa limitação, foi criado o Gray Code, que somente uma chave por vez muda de estado à medida que o posicionamento acontece, contornando o problema da falta sincronização na atuação das chaves mecânicas.
Abaixo segue uma tabela exibindo a diferença entre o código binário e o código Gray. Conforme dito, note que no código Gray, apenas um bit muda entre o valor anterior e o valor posterior.
Aplicações:
Em matemática pode ser aplicado na resolução do problema da Torre de Hanoi.
Émile Baudot utilizou o código Gray nos telégrafos em 1878.
Frank Gray patenteou em 1953 um método para converter sinais analógicos para o código Gray utilizando válvula,que fez o sistema “pegar o seu nome”.
Minimização de circuitos booleanos (lógica digital) na rotulação dos eixos do mapa de Karnaugh.
É utilizado em sistemas de posicionamento tanto lineares como rotativos (encoder). Inicialmente era eletromecânico e atualmente utiliza sensores óticos, de efeito hall ou usa outras tecnologias eletrônicas.
Figura: Petruzella
Também pode ser aplicado em outras áreas como algoritmos genéticos, minimização de circuitos eletrônicos e correção de erros, por exemplo.
Fontes:
PETRUZELLA, Frank D.. Programmable Logic Controllers. 4. ed. New York: Mc Graw Hill, 2005. 396 p. ISBN 978-0-07-351088-0.
Resposta originalmente postada no Quora em 22/07/2019
À medida que o tempo passa e que uma música é tocada conforme indicado na figura abaixo, ocorre o seguinte processo:
Na hora de tocar a música, basta fazer o caminho contrário: Ir lendo na mesma velocidade que foram gravados esses números e ir convertendo esses números para intensidade de som (converter de digital para analógico) para depois acionar o alto falante e reproduzir a música.
Abaixo tem o diagrama em blocos de um circuito integrado conversor Analógico – Digital mais antiguinho com saída em dados paralela (D0 – D9) para ser gravado na memória:
E aqui o diagrama em blocos de um conversor Analógico – Digital, mais moderno com interface SPI para conectar em um Arduino, por exemplo: